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Saiba mais sobre o transtorno que afeta 5% das crianças brasileiras.

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

Nunca se falou tanto em Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) como nos últimos tempos. Afinal, de acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), aproximadamente 5% das crianças brasileiras sofrem com esse distúrbio, causado por alterações no funcionamento de algumas áreas do cérebro, segundo aponta uma série de estudos realizados com aparelhos de neuroimagens.

Alguns dos sintomas são crianças que se agitam além do normal em sala de aula, não param quietos, ficam muito ansiosos, perdem coisas, entre outras coisas relacionadas. A ciência não elucidou completamente o TDAH, mas sabe-se que pacientes com o transtorno tem a atividade desregulada da dopamina, o neurotransmissor que ajuda a fixar a atenção. Isso também faz com que as crianças não somente se agitem, mas sejam mais impulsivas e se distraem facilmente.

O diagnóstico não é dos mais simples, pois agitação e distração são comuns durante a infância, por isso os especialistas só chegam ao quadro de TDAH quando acompanhado de prejuízos escolares e sociais. A maioria dos estudantes diagnosticados com o distúrbio tem problemas de aprendizado na compreensão, interpretação de textos, expressão oral ou matemática. Também existem estudos que indicam que alunos com TDAH que maiores taxas de expulsão, reprovação e abandono escolar.

Atualmente, o TDAH é considerado um transtorno psiquiátrico e existe uma grande polêmica em torno de seu tratamento de forma medicamentosa. O metilfenidato, conhecido como Ritalina, é o principal remédio utilizado nestes casos, mas muitos especialistas acreditam que na maioria das vezes o padrão de comportamento pode ser alterado sem o uso de medicamentos. Algumas pesquisas indicam que os contexto familiar e social em que a criança está inserida podem desencadear os sintomas, então isso pode ser tratada com a ajuda do psicanalista, sem o uso de medicação.

Quando os pais e a escola tiveram a desconfiança de que a criança possa ter o TDAH, o ideal é procurar primeiramente um profissional com experiência no comportamento de crianças e adolescentes, além de possuir confiança nele, afinal, por conta do aumento astronômico na prescrição de Ritalina, algumas campanhas e especialistas acreditam que muitos diagnósticos podem ter sido feitos de maneira indevida em consultas rápidas.

A polêmica em torno da Ritalina se dá pelo fato de seus mecanismos de ação ainda não serem totalmente claros, apesar de existir desde 1956. Sabe-se que a droga estabeliza as concentrações de dopamina e noradrenalina no cérebro, mas a quantidade inadequada faz com que haja perda da capacidade criativa e o comprometimento do aprendizado, além de possuir alguns efeitos colaterais, como a perda de apetite, cefaleia e irritabilidade. A longo prazo, os efeitos podem ser a diminuição na taxa de crescimento e problemas cardiovasculares.

Fique de olho nos sinais

Uma criança com TDAH geralmente apresenta os seguintes sintomas:

  • Dificuldade em se concentrar em tarefas e até brincadeiras
  • Desatenção em diversos contextos onde se está inserido
  • Dificuldade em organizar tarefas e atividades
  • Foge de situações em que demandam empenho mental por um período maior de tempo
  • Falta de atenção quando lhe dirigem a palavra
  • Inquietação física em todos os ambientes onde está
  • Responde de forma impulsiva e precipitada
  • Pode se colocar em situação de risco por agir impulsivamente
  • Perde objetos continuamente

Como lidar com isso?

Os pais precisam entender que seus filhos não agem dessa forma de maneira proposital, então a punição não pode ser severa em caso de perderem coisas ou se machucarem em brincadeiras por se colocarem em situações de risco ou por própria desatenção. Elas precisam de orientação, de forma direta e clara. Uma dica é estabelecer horários fixos para almoço, jantar, deve de casa, arrumar o quarto e etc. Estas são maneiras que podem ajudar no desenvolvimento da criança.

O tratamento, com um profissional de confiança, deve passar por uma orientação aos pais e professores – por isso a escolha de uma escola que priorize as particularidades de cada aluno é essencial nesses casos –, além de consultas, claro, com o próprio paciente. Caso seja necessária a medicação, converse bastante com o profissional para que seja escolhido o remédio mais indicado para a situação.

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